Além de drone, PM pretende utilizar balão dirigível no policiamento de BH

25/01/2017

O equipamento, que pode chegar a 7 metros de comprimento, será alimentado por baterias elétricas e custará em torno de R$ 200 mil. Previsão que entre em operação em dezembro
 
A Polícia Militar de Minas pretende utilizar balão dirigível para fazer o policiamento aéreo em Belo Horizonte. O equipamento, que pode chegar a 7 metros de comprimento, será alimentado por baterias elétricas e custará em torno de R$ 200 mil. Várias câmeras e sensores infravermelhos, que detectam a presença de pessoas em solo até mesmo no escuro, vão enviar imagens em tempo real para a central de operações da PM. “O militar, sentado na sala de operações, poderá conduzir o dirigível do Centro para a Savassi e também poderá deslocá-lo para qualquer ponto da cidade sem necessidade de uma equipe de solo se deslocando junto”, informou o autor do projeto, tenente do 1º Batalhão da PM, Telmo Tassinari, que é piloto de helicóptero.
 
O projeto do dirigível será encaminhado em dezembro à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para obtenção de certificado de autorização de voo experimental. Mas isso somente depois da implantação de outra ferramenta de combate ao crime apresentada ontem ao Conselho Comunitário de Segurança Pública 5. A ferramenta utiliza o chamado veículo aéreo não tripulado (Vant), popularmente conhecido por drone. E um veículo aéreo não tripulado, operado sem a presença do piloto.

Segundo o tenente, a PM vai utilizar todas as tecnologias disponíveis em suas operações. “O Vant já é utilizado por forças militares em várias guerras do mundo. O aparelho é capaz de fazer giros de 360 graus e pode pousar e decolar na vertical”, disse. As imagens, assim como no dirigível, serão encaminhadas em tempo real aos operadores do equipamento, que estarão em terra, acompanhando seu deslocamento. A proposta é interligar futuramente o aparelho com o sistema Olho Vivo e depois com todas as viaturas.

A PM ainda não escolheu o modelo de drone a ser adotado. As opções podem ser um quadricóptero, com quatro motores, ou um hexacóptero, com seis motores. O peso total não poderá ultrapassar 2,20kg, incluindo câmeras e outras tecnologias de envio de dados. O custo final do aparelho ficará em torno de R$ 35 mil. A Prefeitura de Belo Horizonte e a Câmara de Dirigentes Logistas (CDL/BH) já anunciaram parceria na compra do primeiro equipamento. A expectativa da PM é conseguir autorização da ANAC até agosto para operar o drone. Depois, serão três meses de testes no hipercentro de BH. Em dezembro, o policiamento ostensivo com o aparelho deverá ser em tempo integral.

Os locais para monitoramento dos drones já foram escolhidos. São as praças Diogo de Vasconcelos, na Savassi, da Libedade e da Assembleia, na Região Centro-Sul, praças Sete e da Estação, no Centro, e a Feira de Arte e Artesanato, que acontece aos domingos na Avenida Afonso Pena. São locais de grande aglomeração de pessoas e também de manifestações populares.

Na reunião, o comandante do 1º Batalhão da PM, tenente-coronel Vitor Araújo, anunciou para os próximos meses a criação de um aplicativo para agilizar as denúncias de crimes pela internet. O sistema será muito mais rápido do que as ligações telefônicas, segundo ele, e as pessoas ainda poderão enviar fotos do fato presenciado.
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